sábado, 24 de setembro de 2011

Resenha: Red Dead Redemption (PC, XBOX 360 e PS3)
Red Dead Redemption é um jogo de ação-aventura desenvolvido pela Rockstar San Diego, lançado em 18 de maio de 2010 para as plataformas PlayStation 3 e Xbox 360 É considerado um sucessor espiritual do jogo de 2004 Red Dead Revolver.
A maior parte do enredo do jogo se baseia no ano de 1911, durante o declínio do Velho Oeste Americano. O jogo conta a história de John Marston, um ex-criminoso, enquanto ele inicia a caça pelos antigos membros de sua ex-gangue. A esposa e filho de Marston são sequestrados pelo governo como forma de adquirir seus serviços como um caçador de recompensas, prometendo a libertação de sua família após o fim de seus serviços. Sem outra opção, ele inicia a busca de seus ex três companheiros para trazê-los à justiça.


Após seu lançamento, Red Dead Redemption foi aclamado com críticas ótimas com uma média de 95% nos sites agregadores Metacritic e GameRankings, fazendo dele um dos jogos mais bem recebidos por ambos os sites, tanto para os consoles de PlayStation 3, quanto para os de Xbox 360. Ganhou vários prêmios do "Game of the Year". Críticos elogiaram seu visual, música, mundo aberto e o enredo. De acordo ao Grupo de Vendas NPD, Red Dead Redemption vendeu mais de dois milhões de unidades nos meses de maio e junho combinados.

Jogabilidade 


Red Dead Redemption é um jogo de mundo aberto. Jogadores podem interagir com o meio ambiente e engajar-se em combate contra inimigos, utilizando várias armas de fogo. Diferentes raças de cavalos são a principal forma de transporte, o que ocorre uma variedade na qualidade. Estes cavalos precisam ser domados para serem então utilizados. Nadar não é uma opção, já que o protagonista John Marston não sabe nadar — ele irá se afogar se aventurar-se em uma região muito profunda da água.

Em adição a seguir a história principal, os jogadores podem tomar parte em eventos aleatórios que encontram enquanto exploram o Oeste. Nestes eventos são incluídos roubos, emboscadas, pedidos de assistência, encontros entre estranhos, tiroteios e perigosos ataques de animais silvestres. Por exemplo, se um grupo de pessoas dirige-se a uma cidade atirando balas no ar, o jogador pode matá-los, e irá receber bônus de honra e fama. O jogador pode também iniciar atividades opcionais alternativas incluindo duelos, caça recompensa, coleção de ervas, apostas, e caçar animais em troca de peles, carne e outros itens.

Red Dead Redemption faz uso de um sistema de moral onde os jogadores têm a habilidade de ganhar 'honra' positiva ou negativa. Alguns dos meios de ganhar honra positiva incluem capturar um fugitivo vivo ao invés de morto, ou salvar um inocente sequestrado. Honra negativa pode ser obtida cometendo crimes incluindo assassinato e roubo de civis. Isso funciona juntamente com outro sistema, 'fama', mudando e administrando o modo que as pessoas reagem ao status de honra de Marston. Se Marston tem honra negativa, xerifes, deputados e civis irão usualmente dizer obcenidades à Marston e se sentir inseguro perto dele; seguidores da lei irão até ameaçá-lo de morte se o virem novamente. Se ele, no entanto, tiver honra positiva, as pessoas irão geralmente saudá-lo e se sentir seguros perto dele. Ao passo que a fama e honra de Marston vão aumentando, caçadores de recompensa irão pensar duas vezes antes de tentar uma captura e civis ignoram boa parte de seu comportamento criminoso. Marston pode, de qualquer forma, utilizar a bandana para impedir que sua fama e honra sejam alteradas.

Combate

Combate e tiroteio são partes essencias do jogo. Tiroteios em Red Dead Redemption são conduzidos por meio de um sistema de tiro em terceira pessoa. O jogador pode utilizar abrigos, marcar um alvo específico, atirar sem ver o oponente e mirar livremente. Partes individuais do corpo também podem ser marcadas como uma forma de paralisar o inimigo não letalmente, podendo então ser laçado e amarrado para capturar indivíduos vivos. Quando o jogador atira em um oponente, o motor do jogo automaticamente cria um movimento e reação únicos para a inteligência artificial. John Marston pode escolher entre as mais diversas armas, incluindo revólveres, pistolas, alavancas ou rifles de ação rápida, facas, explosivos, laços, armas de montaria, shotguns, rifles sniper e canhões.
Uma característica de combate que pode ser utilizada por Marston é o modo de mira "Dead-Eye" (Olho Morto). O "Dead-Eye" é utilizado como forma de deixar o tempo ainda mais lento, permitindo ao jogador marcar um tiro preciso no corpo de um ou mais alvos. Quando a sequência de tiro acaba, Marston irá atirar em uma sucessão incrivelmente rápida nos alvos marcados.
Adotado das séries de Grand Theft Auto, Red Dead Redemption tem um sistema de procurado completamente modificado. Quando cometendo um crime, como assassinato de civis perto de outras pessoas, alguns irão correr para a estação de polícia mais próxima como testemunhas. O jogador pode subornar ou matá-los antes que cheguem à estação. Se o crime é cometido perto de um oficial, o medidor de procurado automaticamante aparece juntamente com uma contagem de recompensa que aumenta com mais crimes cometidos. Para fugir de executores da lei por meio de fugas, John Marston precisa sair de uma área vermelha circular até o medidor de procurado desaparecer. Mesmo que a perseguição tenha sido abortada, uma recompensa é colocada pela cabeça de John, o que causará caçadores de recompensa virem a procura dele no deserto. É impossível se render a estes caçadores por meio da retirada das armas de Marston; eles irão matá-lo de qualquer modo. Apenas oficiais de cidades e companhias irão aceitar rendição. A polícia continuará a procurar por Marston a menos que ele pague sua recompensa em uma estação de telégrafo ou apresente uma carta de perdão. Quando detido, John pagará pela sua recompensa e será então liberado. Se o jogador não tem dinheiro suficiente para pagar sua recompensa, a polícia irá designar atividades de caça a recompensa.

Desenvolvimento

Um trailer do projeto foi enviado para um número selecionado de pessoas em uma conferência da Sony em 2005, promovendo o lançamento do PlayStation 3. O trailer foi uma demonstração da técnologia RAGE, baseado em um cenário Western referido simplesmente como oProjeto de Velho Oeste e uma sequela de Red Dead Revolver. O trailer passou a circular na internet. Na edição de abril de 2010 do Game Informer, Red Dead Redemption estava listado como sendo para o PlayStation 3, Xbox 360 e (erroneamente) para PC. Em 10 de junho de 2010, um representante da Rockstar Games declarou, em um comentário no website da empresa: "Neste momento, não há planos atuais para trazer Red Dead Redemption a plataforma de PC. Se isso mudar, nós deixaremos você saber". Em 3 de fevereiro de 2009, a Rockstar Games anunciou seu primeiro trailer oficial. Trailers resultantes exibiram numerosos personagens, características do gameplay e modos multiplayer que apareceram no produto final.
Resenha: God of war III (PS3)

A série God of War foi um dos últimos grandes lançamentos do Playstation 2, e que deixou vários fãs ansiosos pelo desfecho da batalha entre Kratos, o espartano que virou o Deus da Guerra, e Zeus, Senhor Supremo do Olimpo. A nova geração de consoles já chegou, se estabeleceu e já estava mais do que na hora de termos um fim deste novo e sangrento capítulo da Mitologia Grega.
Havia muita expectativa a respeito deste jogo, apontado por muitos como o mais aguardado do Playstation 3, e certo de disputar o título de melhor jogo do ano, segundo a imprensa especializada.

God of War 3 foi lançado no dia 16 de março de 2010, após demonstrações na E3 2009, demos na PSN e uma intensa estratégia de marketing que colocava o game como a “definição de arte interativa que os consoles atuais podem fazer”.
Será que GoW3 viveu aquém dos olhares dos donos de PS3, gamers em geral e imprensa? O que GoW3 pode trazer para os fãs da série agora, nos consoles da nova geração que ainda atraia a curiosidade para esta trilogia? Afinal, porque Zeus e Kratos estão tão p#tos um com o outro?

CRASH COURSE: God of War in a Nutshell

God of War fez seu nome praticamente sozinha. Criado para o Playstation 2 em 2005, era mais um dos games do gênero Hack ‘n’ Slash que vinha disputar a atenção dos jogadores, e que no fim das contas se sobressaiu.
Seja por sua jogabilidade direta, seja pela violência aplicada por Kratos aos seus desafetos, seja pelo carisma do personagem “bad-ass-modafucka”, ou por qualquer outro motivo, God of War cresceu no conceito da Sony, que rapidamente transformou um game numa trilogia, e deu autonomia ao pequeno estúdio em Santa Mônica para criar uma história de vingança envolvente e profunda, baseada na mitologia grega.

Kratos, um guerreiro escolhido pelos deuses para ser seu servo na Terra, enfrenta multidões de inimigos, executa suas tarefas com violência e precisão, é o favorito de Ares, o Deus da Guerra, mas é envolvido numa trama de traição, morte e vingança. Por uma armadilha de Ares, que queria ver Kratos livre e sem nenhum impedimento familiar, o espartano acaba por assassinar a sua família, e a partir daí jura vingança contra seu antigo Mestre.
Ao optar por interferir numa guerra dos homens, Ares provoca a fúria dos deuses, e Athena pede a Kratos que o impeça, em troca do perdão pelos seus atos passados.  Mesmo após percorrer os recantos mais inóspitos da Terra em busca da Caixa de Pandora, (que daria à Kratos poder de matar um Deus), descer ao submundo e retornar para o confronto com final, Kratos não consegue se livrar dos pesadelos que povoam sua cabeça, com lembranças da morte de sua família por suas mãos. Decide então terminar com sua vida, mas é salvo por Athena, que oferece a ele um lugar no Olimpo, se tornando assim o novo Deus da Guerra.

Lançado em 2007, God of War 2 mostrou os eventos ocorridos alguns anos após o final do seu antecessor, e a crescente insatisfação de Kratos com sua atual condição no Olimpo. Mesmo sendo condecorado como o novo Deus da Guerra, ele é tratado como desprezo pelos demais deuses, sem as honrarias nem prestígio, e resolve ignorar as leis do Olimpo.
Assim, mesmo com os avisos de Athena, passa a interferir diretamente em batalhas na Grécia e em Sparta, quebrando o preceito imposto por Zeus, de deixar os humanos seguirem sua própria trilha. É punido por Zeus, que retira seus poderes e ainda tenta matá-lo. Mas é salvo das garras da morte por Gaia, um dos Titãs, que ainda busca vingança contra os Deuses pela derrota na batalha que aprisionou sua raça e deu a Zeus e seus irmãos os lugares no Olimpo.

Kratos procura então as Irmãs do Destino, guiado por Gaia, para poder voltar no tempo e impedir sua morte nas mãos de Zeus, e assim ter sua vingança. God of War 2 criou na cabeça dos gamers a rivalidade entre Zeus e Kratos, dando a chance de colocá-los em um combate épico, mas sem vitória ou derrota, armando assim espetáculo para que a trilogia se encerrasse em grande estilo.

God of War III

E assim chegamos ao estágio inicial de God of War III: Kratos, Gaia e os Titãs estão escalando o Monte Olimpo, enquanto que Zeus, Poseidon e os demais deuses se preparam para o confronto.

A história do jogo é simples e direta – Kratos quer matar Zeus -, poucos subplots estão presentes na trama, mas como tudo isso irá se desenvolver é que dá o charme e justifica toda a aventura.
Mesmo para quem está habituado com o desenvolvimento do jogo e sabe que Kratos irá passar pelo mesmo lugar algumas vezes, pode se surpreender desta vez. Praticamente, você desce ao inferno, retorna ao cume do Olimpo, mas alguns assuntos te levam lá pra baixo de novo.

Claro que a maneira como isso será feito é uma das melhores inovações da trilogia, que é a seção de vôo do jogo (que foi apresentada na demo). É tão bem amarrado, que você não sente que está em busca de um item só para abrir uma porta, mas sim um conjunto de fatores que irão interferir no seu objetivo final. De uma certa forma, ao passar pelos deuses mais conhecidos, God of War consegue fazer uma coisa que pareceria impossível aos olhos do público: transformar a mitologia grega numa história ainda mais interessante do que já é!
O combate realmente ganhou mais atenção neste game. Uma crítica muito recebida nos jogos anteriores não foi a presença de boas armas, mas a falta de integração entre elas durante combos, o que era bem frustrante. Em GoW3, a troca de armas pode ser feita durante uma luta (além dos usuais botões direcionais, fora de combate), segurando L1 e usando os botões de ataque para escolher qual arma usar (quadrado, triangulo, círculo ou X). Além disso, as armas secundárias, como o arco-e-flecha, também são acionadas num sistema parecido, mas usando o L2 ao invés do L1.

Ao todo são 4 armas principais, e 4 itens auxiliares, que podem ser usados a qualquer hora graças a nova barra de ítem, que remove o uso de magia e recarrega automaticamente após um certo tempo. Todas elas apresentam o já conhecido sistema de upgrades usando as orbs vermelhas, mas a impressão que se tem é que chegar aos níveis mais altos ficou um pouco mais fácil.
É notável o equilíbrio entre as armas, umas com grande poder a curta distância (como as empunhadeiras chamadas Cestus), outras com mais extensão para combos maiores em mais inimigos (como as Blades of Exile). Para os veteranos de God of War, o jogo não é exatamente um desafio, e você pode jogar direto no modo mais difícil, e aí sim ter suas habilidades testadas. O sistema de combos é o mesmo de God of War 2, e você já estará dizimando hordas de inimigos logo nas cenas iniciais com combos de até 1000 hits.
O jogo tem algumas inovações interessantes no seu gameplay. Deixar um inimigo atordoado e usá-lo como escudo enquanto corre em direção à outro grupo de adversários é realmente uma das maneiras mais seguras de se entrar numa briga. Outro jeito é jogar suas armas em direção ao inimigo, e em seguida se jogar contra ele, abrindo a defesa para um combo aéreo devastador, numa combinação dos botões L1 e círculo.

Este movimento também serve para iniciar um contra-ataque, principalmente se você for jogado no ar por seus adversários. É interessante observar que o impacto das suas armas contra os adversários ou superfícies é único, enquanto que ao serem lançados contra paredes, os minions de Hades e Zeus ficam estatelados até escorregarem até o chão ou até seu próximo combo.
Com uma melhora na inteligência artificial dos soldados, agora eles podem atacar em grupo e tentar esmagar Kratos, fazendo o famoso “montinho. Nada que mexendo no analógico esquerdo não resolva, mandando todos para os ares. As Boss Fights seguem o mesmo sistema já conhecido dos jogadores, onde um combo pode ter que ser interrompido para se defender de um ataque devastador, mas no fim, tudo termina numa Quick Time Event.

Uma mudança, no entanto, se deve a algumas cenas, onde você assume o papel do “executado”, enquanto ordena Kratos no seu papel de “executor”, e assiste a cena literalmente por outros olhos. Quanto à movimentação, ela está bastante fluida, e mesmo quando você luta sobre o braço de um Titã (que está se movimentando para atacar uma das criaturas mandadas por Poseidon), você não sente o controle “indeciso” sobre qual movimento você quer fazer. Mesmo mudando de vertical para horizontal, e depois se pendurando no teto, o controle responde exatamente como você quer se movimentar.
Quem acompanhou as duas primeiras edições do jogo sabe que Kratos escala paredes, se pendura por beirais, usa suas lâminas para se balançar (ou se lançar) a pontos mais distantes, e toda essa movimentação estará de volta no terceiro capítulo, com a opção de acelerar o movimento, principalmente andando em beirais ou se pendurando neles.

Chega a ser desnecessário dizer, mas o visual do jogo está soberbo. Da introdução às memórias de Kratos, dos cenários vastos e os efeitos de luz provocando pelas orbs, das lâminas batendo no chão ou na pele dos adversários às lutas contra inimigos enquanto Titãs escalam o Monte Olimpo. Tudo se mostra com uma quantidade de detalhes absurda, que te fazem lamentar não poder perder alguns minutos observando a paisagem com a câmera, seja por seus próprios afazeres, seja pela câmera fixa.
O jogo mistura beleza de detalhes e riqueza de texturas numa proporção tão grande que arrancar as tripas de um Centauro é ao mesmo tempo fascinante e grotesco, e em nenhum momento ele te deixa esquecer o que está acontecendo ao seu redor, como a chuva que cai após você enfrentar um determinado personagem, seja pelas pragas que infestam a cidade de Olímpia quando outro deus grego sucumbe ante as lâminas de Kratos.

Durante os flashbacks, que ajudam a relembrar a história do guerreiro espartano, toda a arte é representada por tons de vermelho e preto, que conseguem dar uma variação às animações e CGI sem sair do espírito de God of War.
Ainda na parte visual, as feições, os rostos, a respiração, os poros, os cabelos, dentes, músculos e principalmente o sangue dos seus inimigos é representado de uma forma tão natural que chegamos acreditar que é um filme em alta definição, e não um jogo que está passando na tela. O mais interessante é que toda essa beleza roda numa fluidez incrível, mesmo com mais de 50 inimigos na tela, entre soldados, centauros e cíclopes.

Os puzzles, que sempre estiveram presentes na série, retornam e com algumas novidades interessantes. Agora, ao carregar um bloco que precisa ser colocado em outro local, você pode rotacionar o objeto usando o botão analógico R, o que elimina as mesas rotatórias presentes nos jogos anteriores.
Outro ponto interessante ocorre perto da primeira metade do jogo, onde você é obrigado a encontrar a saída de algumas salas usando dispositivos que mudam a orientação da mesma, e te colocam hora de lado, hora de cabeça pra baixo. Além disso, em um específico labirinto, o jogo usa um sistema parecido com a engine de Ecochrome para que você encontre seu caminho usando não só os locais físicos, mas também a perspectiva destes locais.
Outra inclusão inédita à série é uma parte do jogo onde um determinado personagem age em conjunto com Kratos, seja auxiliando na resolução de alguns puzzles, seja para ser resgatado de um grupo de inimigos.

Em GoW3 não há muito espaço para sandbox e exploração, e a aventura se mostra bastante linear, a exemplo dos seus anteriores, e em algumas seções, tudo o que impede Kratos de prosseguir para fora de seu caminho é um arbusto, ou um bloco da altura dos joelhos do espartano. Além disso, alguns pulos inofensivos à primeira vista podem se tornar uma séria dor de cabeça devido à falta de precisão das plataformas em decidir o que é borda e o que não é. Além disso, algumas seções fazem com que você morra sem motivo aparente, mesmo estando em locais fechados e aparentemente sem pitfalls.
A câmera do jogo, como tem sido marca registrada da série, é fixa, e o analógico direito fazendo o papel de esquiva, e assim como seus antecessores, trabalha em grande harmonia com as suas ações, sem que você precise se preocupar com a visão do jogo.
Logo no início, a apresentação faz um vôo rasante por toda a região do Monte Olimpo, indo das profundezes do Rio Styx, nos domínios de Hades, passando por Olímpia em guerra e pelos Titãs que escalam em direção aos deuses, chegando à morada de Zeus e seus seguidores, e já neste ponto você tem certeza que está prestes a enfrentar um acerto de contas épico. Kratos é um minúsculo ponto nas costas de um colosso e ao mesmo tempo uma peça principal no embate que está por vir. E em nenhum momento o jogo o deixa esquecer isso.

God of War 3 pode brandir ao mundo “missão cumprida”. A história recebeu um desfecho muito interessante (até previsto), entregue num dos jogos mais bonitos e detalhados da história do Playstation 3.
Todos os aspectos do jogo receberam a atenção que deviam, e o estúdio Santa Mônica aplicou com muita propriedade o ditado “se não está quebrado, não conserte” A câmera fixa, o combate, o design e variação dos inimigos, os cenários, os quebra-cabeças, e cada um dos personagens e suas caracterizações lhe dão uma boa noção do que os atuais consoles são capazes.
Existem, claro, alguns pequenos erros, mas como um todo o jogo está perfeito. No fim das contas não se tratou apenas de um acerto de contas, mas uma redenção sobre uma vida cansada de guerras e pesadelos, e o mais interessante foi que todas essas emoções conseguiram ser passadas dentro do game, seja pelas mãos sujas de sangue de Kratos, seja pelos Quick Time Events que colocaram a ação nas mãos do jogador, seja pela viagem que o espartano faz às suas memórias numa animação diferenciada, seja pela intensidade com que Zeus e Kratos querem se destruir, ou seja pela emoção de terminar um jogo desafiante.
God of War 3, assim como vários outros jogos reforça a idéia de que vídeo games são sim uma forma de arte, sem perder o lado do entretenimento, ao apresentar a beleza de um roteiro bem contado sendo manipulado por um jogador. Definitivamente, é uma obra-prima a ser apreciada pelos próprios deuses dos games!
Resenha: Need for speed shift (PC, XBOX 360, PS3)
resenha-nfsshift-abre

Poucos gêneros têm subdefinições tão distintas quanto os jogos de corrida. De um lado há os “simuladores”, que primam pelos detalhes técnicos e pelo realismo, e do outro há os “arcades” (Burnout), cujo propósito é a diversão imediata e instantânea, sem compromisso com a simulação da realidade. De um lado há Gran Turismo, do outro há Burnout. E no meio? No meio há Need For Speed Shift.
A grande revolução que Shift trouxe à estagnada série Need For Speed foi essa aproximação com o lado mais simulador da coisa. No grande espaço vazio entre os simuladores mais realistas e os arcades mais porra-louca, Shift ocupa um lugar diametralmente oposto ao ocupado por outra grande série: Forza Motorsport. Enquanto a série exclusiva da Microsoft é um simulador, mas tem opções e ajustes de dificuldade e automatização suficientes para que alguém possa jogar como se fosse um arcade, NFS Shift, por sua vez, é um arcade, mas com uma quantidade razoável de opções de realismo para quem não admite controlar um carro virtual com assistência de freio ou controle automático de estabilização.

resenha-nfsshift-1
NFS Shift tem um sistema que exemplifica bem esse estilo “melhor dos dois mundos” que a EA adotou para a série: os pontos de Agression (Agressividade) e Precision (Precisão) que você ganha enquanto corre. Para cada ação na pista, você ganha alguns pontos em algum dos dois lados. Está se mantendo no traçado correto? Pontos de Precision. Deu aquele toquinho safado no carango da frente para desestabilizar e tentar uma ultrapassagem? Pontos de Aggression. Fez uma curva perfeita? Pontos de Precision. Causou um acidente enorme e saiu ileso? Muitos pontos de Aggression.
Em teoria, o sistema é ótimo, mas na prática ele falha. Meu estilo de jogo é arcade, então eu tinha certeza absoluta de que o meu alinhamento no jogo seria o Aggression. E eu joguei dessa forma. Espírito de porco, não perdia uma oportunidade de jogar sujo. Mesmo assim, ao fim da corrida, lá estava decretada a minha inclinação ao alinhamento Precision. Por quê? Simples: para vencer com mais facilidade, você tem correr direito o tempo todo. Largar com o giro ideal no motor, fazer o traçado correto, frear antes das curvas. Jogar sujo é só quando a oportunidade aparece. Por mais que você aproveite todas essas oportunidades, é praticamente impossível não acumular mais pontos mais rapidamente em Precision.
resenha-nfsshift-2
Ainda assim é legal. O jogo claramente se esforça em manter a experiência recompensadora mesmo quando você perde. Há um número estapafúrdio de “mini-achievements”, que o jogo chama de Badges. Há muitos mesmo, você fica ganhando isso o tempo todo. O jogo nunca para de dar tapinhas nas suas costas e dizer “muito bem, campeão! Jogou bem!”, mesmo que você tenha chegado em quinto lugar e com o carro todo destruído. Cada curva no mapa da pista tem um ícone que diz se você já conseguiu dominá-la (fazendo a curva com o pé no acelerador e sem sair do traçado ideal), então isso também acaba se tornando quase um mini-game dentro das corridas.
Graficamente, como você deve esperar, o jogo é muito bom. Não é o melhor gráfico que eu já vi no meu PC (mesmo na máxima qualidade gráfica disponível, os carros ainda têm um certo serrilhado, por exemplo), mas definitivamente é de encher os olhos. As pistas também são bonitas e muito bem desenhadas. Não sei se são traçados reais ou fictícios. Os efeitos de poeira são bacanas, as informações na tela trepidam junto com o carro mesmo na visão em terceira pessoa. Mas o show mesmo é correr com a câmera interna que mostra o painel do carro. Os carros têm painéis e mostradores diferentes, e o vidro trinca e quebra com batidas mais fortes. Quando o carro está à toda velocidade, tudo exceto a pista fica fora de foco. E quando você bate, perde a visão das coisas por alguns momentos. Tudo bem legal.
resenha-nfsshift-3
É difícil pra mim recomendar ou não este jogo, já que eu não sou fã de jogos de corrida “difíceis”. O que posso dizer é que entre Need For Speed Shift e Burnout Paradise, eu prefiro… Trackmania Nations. Achei que o Shift caminha numa zona perigosa, em que é muito arcade para satisfazer os fãs do realismo, mas também é complicadinho demais para prender os fãs de uma corridinha casual como eu. Esse novo posicionamento também acarretou numa perda de personalidade — mostre o jogo para qualquer jogador de Need For Speed que não tenha ouvido falar de Shift e ele com certeza vai se surpreender por aquele ser um jogo da série.
Fora isso, ainda há dois problemas que pra mim são enormes. O primeiro são os ridículos tempos de loading. Longos a ponto de eu desistir de jogar. Mais longos do que os de qualquer jogo que eu já tenha jogado no PC. São realmente um pé no saco. O segundo é praticamente a obrigatoriedade de se ter um joystick. Seja um de Xbox 360, seja um volante, tanto faz — a verdade é que no teclado é absolutamente impossível jogar bem. Isso não acontece, ao menos não com tanta intensidade, em outros jogos de corrida de PC que eu já joguei

É foda!

[+] Congratulações incessantes
[+] Sistema Agression/Precision
[+] Gráficos
[+] Pistas

É foda…

[- -] Loadings enormes e frequentes
[- -]
Jogar no teclado não rola
[-]
Muito em cima do muro entre ser arcade ou simulação
[-] Não tem a personalidade de um NFS
Resenha: Killzone 3 ( PS3)

Existe uma grande dose de responsabilidade em ser considerado como carro-chefe de um console, e cada sistema tem o seu. Se o XBox se sustenta em grandes pilares como Halo e Gears of War, o Playstation 3 se sustenta em Uncharted, God of War eKillzone. Neste caso, Killzone 3 (exclusivo do PS3) ainda recebe um pouco mais dessa responsabilidade do que as aventuras de Nathan Drake e de Kratos, por englobar algumas das funcionalidades que a Sony quer vender a seus consumidores, como o 3D e o PS Move. Só que no fim das contas, os gamers querem jogos épicos, surpreendentes, de qualidade e com algo a mais. E nestes pontos, Killzone 3 cumpriu sua missão.
Para aqueles que não conhecem, Killzone é uma série que nasceu ainda no PS2, e fez um relativo sucesso, mesmo já quase no fim da vida do sistema. Teve sua estréia no PS3 com Killzone 2, em 2009, passou pelo PSP como uma versão isométrica contando side-stories da mesma época dos demais games, e teve seu “terceiro” capítulo lançado em fevereiro de 2011 também pro PS3.
O plot principal vem desde a época em que o Império Helghast se recuperou de sua derrota, na Primeira Guerra Helghan,  e lançou um ataque contra a ISA (Interplanetary Strategic Alliance, do qual faz parte a Terra) na colônia do planeta Vekta, ainda no primeiro game.
Os helghast são uma espécie descendente do grupo humano que colonizou o Planeta Helghan há gerações, mas desde a colonização não são mais considerados humanos: eles são mais fortes, mais rápidos e mais resistentes do que os seus semelhantes humanos e possuem um irracional ódio pela humanidade, além de um senso de superioridade. E se você achou esta história um pouco familiar, você não está errado.

Toda a áurea do jogo remota fortemente aos acontecimentos da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), do surgimento e ascensão do nazismo, e à segunda grande Guerra (1939 – 1945). Seja pelos principais personagens da “etnia” Helghast, contando com o general assassino, o líder fervoroso, e os comandantes com suas características próprias, ou seja pelo símbolo que se assemelha fortemente à suástica, a tônica de Killzone é uma re-leitura dos eventos das guerras já sofridas pela Terra, numa roupagem espacial em ficção científica. E Killzone 3 pode ser considerado o Dia D para a humanidade nesta outra guerra.
Você assume o papel de Tomas “Sev” Sevchenko, que tem a “pequena” missão de terminar a ação militar começada no game anterior. Para quem não jogou Killzone 2, no final deste game a situação não era boa pra ISA: o Imperador Scolar Visari havia sido abatido, e seus principais comandantes militares Helghast derrotados, mas a organização estava longe de se dar por vencida, e, pelo contrário, preparava uma grande ofensiva contra a Terra, último local de resistência humana conhecido.
Contando com alguns poucos soldados, Sev, seu parceiro Rico e seu comandante Narville tem a quase impossível tarefa de invadir a sede do poder militar adversário e destruir suas últimas invenções, antes que tudo isso seja transportado pra Terra, e se possível, acabar com o comando dos Helghast.
Infelizmente, a história começa bem, mas é deixada de lado quando os objetivos já estão claros a sua frente, e por quase toda a etapa final não existe mais desenvolvimento, plot-twists ou grandes revelações. Muitas pontas soltas ficam pra trás, e a criação de um “Killzone 4” é praticamente necessária para fechar o plot.
Graficamente, o jogo realmente impressiona. Os cenários são muito bem trabalhados, e dão ênfase à  criação de um universo inédito, peça fundamental na criação de histórias sobre planetas desconhecidos. Os locais são bastante amplos, e embora o personagem siga por um caminho relativamente fixo (como a maioria dos FPSs), é possível ter uma noção da grandiosidade que a Guerrilla Games quis dar ao gráfico do jogo.
Para um mesmo objetivo (ir de A até B), você tem pequenas variações para adaptar ao seu estilo de jogo (mais combativo, se movendo pelos covers, ou mais furtivo, passando por corredores laterais e cercando os adversários). Mas em resumo, o caminho geral é um só, como a maioria dos FPSs.
E em quase todas as partes é possível ver os mínimos detalhes sobre cada elemento, seja na floresta nativa de um dos refúgios militares da ISA, seja nas geleiras da prisão improvisada mais ao norte da capital, seja nos símbolos Helghans em cada uma das caixas dentros dos galpões militares, e tudo isso com uma gama de cores ampla que não destoa do que poderia ser verdade. A modelagem dos personagens também merece destaque, sendo possível identificar cada aliado no meio do fogo cruzado, e cada classe de inimigos no campo de batalha.
A violência da guerra não foi menosprezada. Cada golpe arranca sangue dos inimigos, tiros de grosso calibre abrem rombos nos corpos adversários, e uma bala de um rifle sniper transforma uma cabeça numa poeira de sangue e destroços com uma fidelidade impressionante. Os ataques corpo a corpo ganham detalhes mais agressivos, e mesmo numa situação envolvendo tiros, fumaça, fogo e explosões, o grau de definição não perde nem um quadro. Mesmo em batalhas campais, com 10 inimigos de cada lado, mais tanques, mais mechas, além da ambientação, o jogo roda sólido.
Cada cenário parece sentir os efeitos de devastação sofrida devido à guerra, e o visual corresponde muito bem. A Guerrilla Games tinha a “pressão” de tirar o máximo de proveito sobre o que o PS3 poderia fazer, e conseguiu cumprir, deixando o jogo leve, sem parecer que sobrecarregou o sistema. O resultado é impressionante.
A trilha sonora cumpre bem seu papel, e dá o tom certo em cada uma das partes. Já na tela de abertura, pode-se sentir sobre o que o jogo trata, somente ouvindo a composição clássica que acompanha o vídeo inicial. Durante o jogo, o som de cada arma é diferenciado, ajudando a identificar o tipo de armamento dos aliados e dos inimigos, assim como o som do impacto nos adversários ajuda a identificar o tipo de inimigo, se ele é orgânico ou não, se ele tem armadura ou não.
Falando nisso, você vai enfrentar novos inimigos. Depois da morte de Scolar Visari, um grupo de militares fiéis a ele assume o poder, e entre eles consta Stahl, CEO da maior fornecedora bélica do regime imperial, que secretamente almeja o poder. Além dos já conhecidos soldados Helghan, entram em ação droids voadores não tripulados, robôs articulados semelhantes a tigres armados com metralhadoras, e veículos de combate pesado, sendo um deles semelhante a um AT-AT, só que de 3 pernas e com um canhão capaz de derrubar o maior dos cruzadores espaciais da ISA com um tiro.
Dos inimigos orgânicos, a nova classe a aparecer é a dos Stealth Snipers, com capacidade de se camuflar totalmente, e dos Strikers, soldados mais rápidos e resistentes, especializados no combate corporal, capazes de te dar calafrios somente aparecendo na tela. Alem destes, retornam ao jogo os soldados Helghan dos games anteriores, com seus rifles de combate, suas shotguns, granadas, e a mais recente invenção das Indústrias Stahl: um raio esverdeado que reage à movimentações bruscas e simplesmente implode seu alvo.
A Guerrilla Games anunciou que colocaria mais veículos nos jogos para diferenciar um pouco o gênero de FPS, e cumpriu a promessa. Você pilota tanques, snow-mobiles, e dois veículos que merecem destaque: o JetPack armado, e as naves espaciais. Destes últimos, as naves espaciais são as menos inesperadas, já que um jogo que trata de invasões planetárias passa pelo espaço eventualmente. O destaque aqui fica por conta do cenário que realmente remota à grandes guerras já mostradas no cinema, notoriamente Star Wars. O cenário é recheado de naves inimigas, de todos os tamanhos, e você precisa derrubar um cruzador que tem só 500 vezes o seu tamanho, e a jogabilidade dessa seção não deixa a desejar em nada mesmo se tratando de um outro gênero dentro de um FPS.
Já os JetPacks são a grande novidade mesmo. Não só eles realmente são divertidos de se jogar, eles acrescentam estratégia no seu gameplay. Na fase onde eles aparecem, você precisa invadir uma base, e ter os JetPacks ou não muda a forma com que você executa a infiltração. Embora sejam fáceis de manejar, eles exigem atenção por ter um estoque de combustível limitado, e você conta com uma metralhadora para derrotar os inimigos em terra, além dos outros em JetPacks.
Fora do modo principal, Killzone 3 ainda reserva o modo Multiplayer, que foi um dos mais consagrados à  epoca do seu lançamento, rivalizando com Modern Warfare e Bioshock 2. Os mapas retornam com cenários tirados desta versão do game, e mantém a proporção do anterior, ou seja, espere por mapas grandes com várias opções de refúgio, bases inimigas e pontos de respawn. Nos modos de jogo, estão presentes os mais conhecidos, como Guerrilla Warfare, nome dado ao Team Deathmatch, Warfare, que é o simples Mata-Mata, e o modo mais diferenciado, chamado Operations, onde os objetivos vão mudando dentro do mesmo jogo, por prazos de tempo ou de vitórias. É um pouco mais dinâmico porque engloba as demais fases e objetivos do modo multiplayer. Ainda há um modo cooperativo, mas o fato dele ser somente offline acaba com qualquer motivação de jogar. Claro, enfrentar as tropas Helghans acompanhado é melhor, principalmente quando se é abatido, mas a tela dividida agride aos que estão acostumados a jogar numa tela só.
Podemos dizer que Killzone 3 cumpriu com honras muito do que prometeu, embora tenha algumas falhas. O jogo é belíssimo, se utilizando bem da potência do PS3, porém a falta de atenção dada à história (principalmente na parte final) poderia ter sido revista. O modo multiplayer consegue se manter além do seu anterior, e é um dos mais divertidos que temos nessa época, cativante e de fácil aceitação.
Escolher uma classe e juntar pontos para que esta mesma classe se desenvolva é fácil, e logo você estará num ranking bem alto, apesar da dificuldade dos modos online. Ao exigir bastante do PS3 em termos gráficos, e mesmo assim mostrar um jogo fluido, a Guerrilla Games garante seu lugar nas desenvolvedoras de respeito da nova geração, e Killzone 3 pode descansar sabendo que seu papel foi cumprido.
Aqui vai a pergunta, que todo mundo que tem um videogame de ultima geração ( xbox 360 e playstation 3 ) se faz.

Qual é melhor Xbox360 ou Playstation 3?
Poucos assuntos no mundo da tecnologia são tão polêmicos quanto a questão do melhor video game da nova geração. Donos de Playstation 3 e Xbox 360 defendem seus consoles com unhas e dentes e lutam até o fim pelo título de mais potente.
Sempre que o assunto video game surge em algum fórum ou página de discussão, o que se vê é um campo de batalha em que “sonystas” (usuários de PS3) e “caixistas” (donos do Xbox 360) digladiam-se, enaltecendo os pontos positivos de seu sistema e destacando os defeitos do rival. A batalha é tão intensa que até mesmo outros debates, como qual o melhor sistema operacional ou navegador, são deixados de lado.
E é claro que o Baixaki não ficaria de fora dessa guerra. Para colocar mais lenha na fogueira, estreia aqui mais uma série de artigos. O Versus coloca lado a lado dois tipos de tecnologia rivais e analisa todas as suas vantagens e desvantagens.
Xbox 360Porém, não somos nós que fazemos o comparativo. Para tornar tudo ainda mais emocionante, deixamos as opiniões dos redatores do Baixaki de lado para ouvir os argumentos usados pelos usuários dos consoles. Em outras palavras, um verdadeiro duelo de fanboys.
Conhecendo os lutadores
No canto direito, vestindo verde e branco e com compatibilidade nativa com vários recursos do Windows, a grande caixa: o Xbox 360. Lançado em 2005 o console foi a segunda tentativa da Microsoft no mercado de video games. Com um suporte online bem feito e uma vasta biblioteca de games, possui jogos exclusivos de peso para entrar na luta, como Halo, Alan Wake e Gears of War.
Playstation 3Já no canto esquerdo, todo de preto, com um potente leitor de Blu-ray e gráficos que abusam de alta definição, o sucessor da plataforma mais vendida do mundo: ele, o Playstation 3! Apesar do começo lento, as vendas da aposta da Sony para essa geração de video games deslancharam graças a grandes títulos e à potência oferecida por seu hardware.
Para ajudar os dois gigantes na batalha, nada melhor do que usuários fanáticos por cada console. Portanto, para defender o Xbox 360 temos Caxias, apaixonado pelos games da plataforma da Microsoft, e Sonia, que veste a camisa do Playstation 3 de corpo e alma.
Round 1: Características físicas
Quando olhamos os dois consoles pela primeira vez, vemos dois video games consideravelmente robustos. Em comparação com as gerações anteriores, o espaço ocupado por ambos realmente é bem maior. Mas e quando o assunto é apenas entre os gigantes?
Caxias toma a iniciativa.
Deitado, o console da Microsoft possui cerca de 31 centímetros de largura por 26 de profundidade. Já o Playstation 3 Slim, uma versão já “mais compacta” do console, é um quadrado de 34 cm.
Além disso, o aparelho da Sony é duas vezes mais alto do que o Xbox, que tem apenas 8 cm de altura. Para finalizar, a caixa também é mais leve, com 3,5 kg contra os 4,3 kg do PS3.
Defesa da Sony.
Apesar do tamanho exagerado, o video game da Sony é muito mais bonito do que o rival. As curvas e demais detalhes, aliados aos potentes componentes internos, contribuem para que ele seja maior.
Além disso, ele lembra um ponto que faz com que o Xbox seja visualmente menor, mas que é bastante incômodo: a fonte. Enquanto no PS3 ela é interna e discreta, no Xbox 360 ela fica exposta e faz com que o espaço total ocupado seja maior.
Porém, por conta disso o Playstation 3 aquece muito mais do que o Xbox 360. Quem não se lembra da imagem que comparava o aparelho da Sony com uma churrasqueira elétrica?
Round 2: controles
Dual Shock contra o resto.
O popular controle do Playstation 3 é adorado por muitos jogadores devido ao seu formato ergonômico que não cansa as mãos mesmo depois de horas de jogatina. Além disso, para os “sonystas”, sua forma é pioneira e, inclusive, deu origem ao joystick do Xbox.
O bom e velho Dual Shock.
Além de permitir que até sete pessoas joguem simultaneamente (contra apenas quatro do console da Microsoft), o Playstation 3 tem a grande vantagem de possuir um controle com bateria recarregável. Basta conectar o cabo USB e pronto. Já o Xbox 360 utiliza duas pilhas AA que, além de tornarem o periférico muito mais pesado que o do concorrente, dificultam o manuseio.
Projeto Natal: o ás na manga da Microsoft.
Mas é na mão da Microsoft que reside um dos mais ambiciosos e promissores acessórios para video games: o Projeto Natal. O sensor de movimento que dispensa a utilização de controles é visto como o futuro por muitas pessoas e é aguardado por toda a indústria.
Por mais que o PS Move, joystick com sensor da Sony, tenha empolgado e se mostrado muito eficiente, o Natal ainda é de longe o grande marco no mundo dos games para 2010. Vai ser tudo aquilo que a gente espera? Só o futuro pode dizer.
Round 3: jogos exclusivos
Outra disputa de peso. Comparar os dois video games sem citar seus títulos exclusivos é impossível, principalmente quando temos dois fanboys defendendo ferrenhamente seus consoles.
O Xbox 360 vem com grandes séries, como Gears of War, Halo e o novíssimo Alan Wake. Além disso, outras franquias de sucesso só pintaram na caixa da Microsoft, como os populares Fable e Forza.
Porém, o Playstation 3 possui nomes de peso, como God of War 3, Metal Gear Solid 4 e Uncharted. Isso sem falar de Little Big Planet e Gran Turismo, os quais apenas quem possui um console da Sony pode conferir.
Verdade ou mentira?
Esse é um dos principais argumentos de ataque utilizado por “caixistas”. Apesar de ter sido verdade no início das vendas das plataformas, hoje a quantidade de games disponíveis para o console da Sony é quase tão grande quanto a do Xbox 360.
Defesa da Sony.
Nos primeiros anos após o lançamento do Playstation 3, o número de títulos exclusivos para ele realmente eram bem menor do que o do rival, que fora lançado dois anos antes.
O principal motivo do lento começo foi o potente hardware, que assustava as desenvolvedoras devido ao alto custo de produção. Além disso, elas não estavam acostumadas a criar jogos com a qualidade gráfica oferecida pelo PS3.
Round 4: gráficos
Gráficos de última geração.
É inegável a potência do hardware do console da Sony. A maioria dos games do Playstation 3 rodam a 1080p, aproveitando toda a resolução oferecida pelas melhores TVs Full HD. Além disso, como utiliza mídias Blu-ray capazes de armazenar até 50 GB de informação (contra os 9 GB dos DVDs do Xbox), a possibilidade de criação e perfeição técnica é enorme.
Exemplos não faltam. Basta ver os últimos títulos exclusivos do console, como Uncharted 2 e o arrasa quarteirões God of War 3. Muito se falou sobre a perfeição gráfica, que mais parecia cinema do que um jogo de video game.
God of War 3
Outra vantagem que o aparelho da Sony possui é uma atualização recente que permite ao jogador visualizar seus games em 3D. Com isso, além dos supergráficos, o usuário ainda pode ter a sensação de realmente estar dentro da ação.
O dilema multiplataforma.
Por outro lado, alguns games que são lançados para os dois consoles apresentam melhores resultados no Xbox. É o caso de Bayonetta, visualmente melhor no video game da Microsoft devido a erros de programação que resultaram em travadas e quedas na taxa de quadros no PS3.
Bayonetta: polêmica em todos os sentidos.
Apesar disso, não é regra que games multiplataforma fiquem melhores no Xbox 360. Diversos sites especializados consideraram a versão para Playstation de Final Fantasy XIII visualmente mais agradável do que em seu rival.
Round 5: plataforma online
Live: a felicidade do Xbox.
Um dos grandes destaques da Microsoft é o Xbox Live, uma área destinada para jogatinas online, além de download de demos e conteúdo exclusivo. Por mais que a Sony tenha a Playstation Network, a estrutura e a quantidade de material disponível na Live é muito mais robusta, além de mais bem estruturada.
Troféus e PSN
Por outro lado, a PSN é totalmente gratuita. Enquanto é preciso pagar uma mensalidade para acessar e usufruir das comodidades online do Xbox 360, o Playstation permite acesso irrestrito a todo proprietário do console.
Na PSN, assim como no Xbox Live, existe um ranking que indica os melhores jogadores para cada game. Na plataforma da Sony isso é computado a partir da quantidade de Troféus entregues ao usuário quando ele completa determinados desafios. Ao conseguir todos, recebe o prêmio Platina.
Usuários do PS3, como nossa amiga Sonia, acreditam que a conquista dos Troféus é muito mais empolgante, já na plataforma da Microsoft existe uma pontuação dada para cada realização.
Round 6: problemas técnicos
3RL no queixo da Microsoft.
O pesadelo de todo dono de Xbox 360 é também a maior arma de ataque de proprietários do Playstation 3. O famoso problema das três luzes da morte (“3 Red Light”, em inglês) que atingiu boa parte dos consoles da Microsoft acontece devido a um superaquecimento no processador gráfico. Apesar de o erro ter sido corrigido nas novas versões do aparelho, a fama de “defeituoso” continua.
Mas a Sony também tem seus problemas.
Quem pensa que os problemas de hardware são exclusividade do Xbox 360, engana-se. O Playstation 3 possui um defeito semelhante às 3RL que, apesar de ser menos recorrente que as do rival, também significam a morte do aparelho.
A chamada “Yellow Light of Dead” (Luz amarela da morte) possui as mesmas causas e efeitos das vermelhas e simplesmente faz com que o aparelho pare de funcionar.
Round 7: compatibilidade com outras mídias
Leitor de Blu-ray como arma.
Uma das grandes vantagens do Playstation 3 é a compatibilidade que ele possui com outros tipos de mídias. Os primeiros modelos do console, por exemplo, rodavam sem problema alguns jogos da geração passada. Infelizmente esse recurso foi removido na versão Slim.
Além disso, como seus games são feitos em discos Blu-ray, o video game também é um ótimo aparelho para assistir a filmes de alta resolução. Como o preço do Blu-ray player ainda é elevado, o Playstation 3 torna-se uma boa opção pelo custo-benefício.
Street Fighter: é jogo, é filme, é Blu-ray.
Já o Xbox 360, por utilizar um leitor de DVD, sofre com os mesmos problemas que os players normais. A maior dor de cabeça para os donos do console é a questão relacionada às regiões dos discos.
Assim como acontece com filmes, cada disco é categorizado com uma região a partir de onde ele foi fabricado. O problema é que os video games só são capazes de ler jogos e filmes de sua área correspondente. Sendo assim, se você possui um Xbox europeu ou japonês, desista de comprar jogos americanos, já que eles não vão rodar.
Como o PS3 não possui essa trava por região, ele é capaz de executar qualquer tipo de jogo, independente de ser americano, japonês ou europeu. A única restrição fica por conta dos filmes tanto em DVD quanto Blu-ray, que ainda devem respeitar a área do console.
Compatibilidade com o Windows.
Quem possui um console da Microsoft usufrui de toda a praticidade oferecida pela Windows Media Center. Com isso, é possível baixar filmes e músicas da central e vê-los em sua TV sem ter de usar o computador para isso. Tudo é gerenciado pelo Xbox 360.
Round 8: preço
Para finalizar este duelo de titãs, o calcanhar de Aquiles de ambos: o preço. Como todos sabem, o valor cobrado por qualquer console no Brasil é excessivamente alto e se torna um dos principais fatores relevantes de quem pretende comprar um ou outro aparelho.

O velho argumento.
Quando o Playstation 3 começou a ser vendido no Brasil, era possível encontrá-lo por mais de R$ 2 mil na maioria das lojas especializadas. Outras, empolgadas com os avanços e a surpreendente qualidade do aparelho, chegaram ao absurdo de vendê-lo por 8 mil reais!
Tudo isso serviu para fixar estigma de que o PS3 é incrivelmente caro. Além disso, seus jogos também seguiram essa tendência e chegaram a ser vendidos por mais de 300 reais.
O Xbox 360 também sofria com o alto preço. Sendo vendido inicialmente por quase R$ 2,5 mil, teve a sorte de receber diminuições gradativas que tornaram sua aquisição mais acessível para os usuários.
Questão de preço.
Isso aconteceu pelo fato de a Microsoft já ser distribuída oficialmente no Brasil, o que resultou em uma diminuição nas taxas de importação e, portanto, uma maior aceitação do público nacional. A Sony só anunciou a venda oficial em nosso país no final de 2009, mas nada de PS3 até então.
Apesar de os preços ainda não serem os ideais, já é possível encontrar os dois consoles por menos de 1 mil reais. Os jogos também vêm sendo barateados. Quem ganha com isso é o usuário, independente da plataforma.

E então ja sabe qual é o melhor? Bom isso que é um racha entre games !!

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/video-game/4247-playstation-3-versus-xbox-360.htm