quinta-feira, 25 de abril de 2013

Resenha: Halo Wars - Xbox 360


O propósito de  Halo Wars é parecido com o do Halo original: levar uma experiência típica dos PC's para os consoles. Halo foi bem sucedido e o mundo do FPS nunca mais foi o mesmo. Será que Halo Wars conseguiu repetir o feito no reino dos jogos de estratégia em tempo real? 

É foda! [+]

[+] Ambientação. A Ensemble fez um trabalho de primeira ao reproduzir o universo de Halo, tanto no visual das diversas unidades quanto na jogabilidade: os soldados jogam granadas, os Warthogs atropelam os inimigos. Os Spartans são duros de matar e o  Scarab é impressionante. São detalhes pequenos, mas que contribuem para garantir fidelidade com o produto original.
[+] Controles. Halo Wars é fácil de controlar. O segredo da  Ensemble foi não tentar substituir o mouse e sim criar tudo para o joystick. É praticamente um jogo de ação em miniatura, com comandos fáceis de executar, resposta rápida e movimentação ágil pelo campo de batalha.
[+] Sequências em CG. A história de Halo Wars é bacana, contando o que rolou 20 anos antes do primeiro Halo, em uma batalha entre os humanos da nave  Spirit of fire e o Covenant no planeta Harvest. A trama é apresentada em cutscenes de primeira, tudo muito bem feito e empolgante.
[+] Variedade de missões. A campanha single-player é composta de 15 missões, sem contar o manjado tutorial. Os objetivos são bem diversificados, escapando do típico "detone todos os inimigos e derrube a base deles". Tem missões de resgate, de transporte, de sobrevivência e a última em particular, é infernal. Muito bom.
[+] Multiplayer. Por mais caprichada que seja a campanha solo, o foco de um game Halo é o multiplayer, e aqui não foi diferente. É possível jogar em vários mapas tanto contra a máquina como contra outros jogadores, em partidas via Live ou System link. Também dá para jogar a campanha em co-op com outro jogador. Para completar, só no multiplayer é possível controlar as tropas do Covenant, os vilões do jogo.
[+] Extras. Tem uma linha do tempo com a história de Halo e parte dela só é preenchida quando você localiza as Black Boxes perdidas pelos mapas. Tem as caveiras, clássicos extras de Halo. São elementos que aumentam o interesse em explorar os mapas durante a campanha e junto com as Conquistas, ampliam o fator replay de Halo Wars.

É foda… [-]

[-] Covenant. Não entenda mal, jogar com o Covenant é muito legal. Eles tem unidades diferentes da UNSC, incluindo o mega-poderoso Scarab, e seus heróis são mais legais, principalmente o árbitro. Por isso que ter ter acesso a eles somente no multiplayer é uma sacanagem muito grande. Seria legal uma campanha apresentando o lado deles da história. O flood também não é uma raça controlável, mas isso eu até aceito.
[-] Microgerenciamento. Halo Wars é um jogo de estratégia voltado para ação e para os jogadores que não são acostumados ao gênero. A Ensemble simplificou o jogo ao máximo, tornando a administração de recursos fácil de manter, sem vários dados diferentes para preocupar o jogador. Pode não ser um defeito para muita gente, mas para os fãs tradicionais de RTSs como Age of Empires ou StarCraft, Halo Wars é de uma simplicidade exagerada.
Halo Wars é um jogo que cumpre seu objetivo ao permitir que o jogador experimente um bom game de estratégia no Xbox 360, com controles ágeis e precisos e partidas desafiadoras. Não é o jogo mais sofisticado do gênero mas é uma introdução excelente ao RTS para os fãs de Halo e para qualquer um que queira experimentar pela primeira vez um jogo de estratégia em tempo real. Halo Wars é um jogo exclusivo para Xbox 360 e foi lançado pela Microsoft no Brasil ao preço de R$ 179,00 no dia 12 de março. Para essa resenha joguei o modo campanha até o final e diversas partidas multiplayer, online e também via system link.

Resenha: Gears of War Judgment - Xbox 360


Brutalidade e frenesi banhado com muito sangue acompanham o novo Gears of War Judgment que volta ao 360 aprimorando suas mecânicas clássicas e tentando dar um ar de coisa nova ao que você já conhece.
O game foi desenvolvido pela Epic Games e pela People Can Fly, publicado pela Microsoft Studios e exclusivo de Xbox 360. Lançado no dia 19 de Março de 2013.
Enredo
20 anos antes do primeiro game, GoW Judgment mostra o início da guerra entre humanos e locusts. O personagem principal é Baird que juntamente com outros integrantes do esquadrão Kilo estão sendo julgados. A trama e o gameplay se desenrola através de flashbacks. A trama também irá desenvolver a história de "Cole Train", um dos personagens mais queridos da série. 
Lembrando que nesse momento da história, Marcus Fenix está preso, como vimos no início do primeiro game.
Jogabilidade
Quem já jogou Gears of War não vai estranhar os controles, muito menos a jogabilidade, pelo contrário, o aprimoramento de toda a mecânica é visível a todo instante. 
As armas são boas de se atirar (quem é jogador de shooter me entende), passam uma física real.
A troca de armas está bem mais dinâmica, com um toque no botão você troca para qualquer um dos trabucos clássicos da série, novas armas como granadas de fumaça e lança-bombas completam o arsenal rico de GoW
A movimentação dos personagens no cenário melhorou, apesar de continuar sendo um bando de rinocerontes derrubando tudo pela frente, você consegue correr entre escombros sem colar em alguma parede, um dos problemas nos outros games. 
Evolução dos melhores pontos
A história e a relação dos personagens está muito boa.
Cada capítulo do game mostra o ponto de vista de um personagem diferente, e é interessante ver cada ponto de vista da guerra, suas angústias e ideias sobre tudo que está acontecendo. Claro que, nada como mostrado em Gears 3 onde as relações entre os personagens refletindo todo o desgaste da guerra é muito bem tratado. 
O esquema de murinhos também está lá, daquele jeitinho que só a Epic Games sabe fazer, mais aprimorado do que nunca e de forma tão dinâmica que deixa tudo mais usual e suave.
Brutalidade visceral empolgante
A cada sala ou fase, você fica empolgado com o game, por se passar no início da guerra, a quantidade de Locusts é muito grande ou seja, são vários inimigos de uma vez na tela o que deixa tudo muito mais agradável. Essa quantidade absurda e jamais vista de monstros em Gears torna o gameplay visceral e sanguinário, rajadas de tiros pra todo o lado junto com sangue pintam as paredes e acredite, você se sente o cara mais badass do mundo quando termina de limpar alguma área.
A IA da sua equipe é muito boa também, eles se escondem, interagem com o cenário e te salvam, não ficam correndo loucamente de um lado pro outro sem saber o que fazer.
 
Novas Novidades
Algumas novidades brilham ao redor do game, até mesmo para diversificar dos anteriores, até porque as diferenças já são poucas, além da mecânica é claro.
Gears of War nunca foi tão frenético e isso é um ponto válido de se analisar, ainda mais em um game que tem a premissa de ser algo brutal, são corridas, tiros e sangue, tudo acontecendo tão rápido que você terá epilepsias.
Vale lembrar que o game está totalmente traduzido e dublado para o português do Brasil, e ambos estão muito bons, as vozes combinam com os personagens e passam todo o drama envolvido na guerra.
Outra novidade é o esquema da escolha de colocar uma dificuldade a mais em certos trechos do game, onde a "visibilidade é ruim", "os inimigos estão mais fortes", tudo opcional e que aumenta o desafio do game
Um novo esquema de pontuação por estrelas também foi implantado, quanto mais inimigos e de formas mais motherfuckers você os matar mais pontos ganha e se chegar no final de cada trecho da missão com toda a pontuação completa ganha um bônus, esses pontos podem ser usados para liberar novos modos de game e outras coisas como skins de armas e até armas no multiplayer.
Considerações Finais
Gears of War Judgment é um jogo com uma fórmula já batida, mas por ser o criador do gênero consegue aprimorar tudo aquilo que introduziu. A IA dos adversários é fraca mas nada que afete o gameplay, a dublagem é boa e o trabalho de tradução foi bem executado, apesar dos "cuidados" em usar palavrões que seriam característicos em um game desse gênero e frases em inglês perdidas nos diálogos (dos locusts, por exemplo) fazem toda a ambientação perder um pouco o brilho.
O motor Unreal Engine 3.5 utilizado no game deu uma polida maior em detalhes, aprimorou algumas texturas e incluiu efeitos de luz e sombra mais bem trabalhados.
Em resumo a toda obra, Gears of War Judgment é um ótimo game que encerra uma série nessa geração e obrigatório aos "caixistas". Em sua totalidade, um jogo épico, como Gears está acostumado a ser.
NOTA: 8.0